Gombrich não morreu.

Só foi descoisificado.

Obras fundamentais

O diretor da escola em que trabalho pediu ano passado que fizessemos uma espécie de trabalho de formação descrevendo e relembrando os conteúdos vistos durante nossa formação acadêmica como professores, cada um de acordo com sua área, o que segue é um trecho do meu trabalho onde ele pediu que escrevêssemos alguns livros e obras fundamentais para se entender princípios básicos da disciplina. Estes foram os que eu escolhi =P

O primeiro é tão óbvio que até dói meu rim. O esquerdo.

  • O livro “História da Arte”, do Gombrich, é grande e caro pra quem quer só começar, sugiro uma consulta em bibliotecas. Ricamente ilustrados com obras referenciais de cada período, os capítulos cobrem a produção de pintura, arquitetura e escultura das épocas e diferentes sociedades, com atenção especial para os seguintes pontos:

Como a estrutura social, cultural e religiosa influencia na produção artística; •

Como a produção artística se torna reflexo e retrato das diferentes sociedades e civilizações ao longo da história da humanidade; •

As liberdades e restrições colocadas ao artista de acordo com a intenção de seu trabalho em relação ao seu próprio contexto histórico e social; •

A história da humanidade, desde a pré-história até os tempos modernos, é colocada de maneira indissociável à própria evolução da produção artística, criando uma boa noção de que a arte é um produto natural e presente no cotidiano do homem;

  • Já o de Jorge Coli faz parte da coleção “Primeiros Passos”, não muito extenso e relativamente barato, é interessante ter para consulta e eventual aprofundamento em algumas questões mais gerais da área como:

A interferência do processo e do produtor no conceito de objeto como obra de arte •

Conceitos do termo “objeto artístico”, o processo de criação, o produto final e a interferência de quem aprecia •

O que pode ou não significar a palavra “Estilo”, como é aplicado às artes por críticos e pelo público em geral, relacionado às maneiras pessoais de criar (a poética) •

Como se processam as marcas deixadas pelos “objetos artísticos” no decorrer da história, obras e artistas marcantes e porque se configuram como tal

  • As publicações de Ana Mae Barbosa são imprescindíveis para entendimento da evolução da arte-educação no Brasil, políticas educacionais e culturais do país e questões referentes ao processo de formação do arte-educador e como estes influenciam na prática do mesmo em sala de aula. O livro A imagem do ensino da arte faz-se importante por: •

Ser uma retrospectiva sobre as propostas de arte-educação surgidas na Europa e Estados Unidos a partir da década de sessenta e consequentemente, •

a influência de tais teorias na composição de diretrizes para o ensino de arte no Brasil •

críticas a concepções superficiais da área de arte como mera recreação e deixar fazer, bem como reforço da noção de arte como área de conhecimento e estudo da própria humanidade •

conceituações básicas da Metodologia Triangular de ensino em arte, o Fazer, o Contextualizar e o Apreciar •

o papel da imagem e a relevância da mesma em sala de aula, seu papel na Metodologia Triangular e no contato do aluno com as diferentes vertentes da criação artística

  • O texto de Arnheim é indicado logo no início do curso e contém idéias fundamentais a respeito da formação e interpretação de imagens pelo cérebro humano. Apesar do aprofundamento o tema se apresenta de maneira clara e de assimilação rápida em Arte e Percepção Visual, lidando, entre outros temas: •

a evolução do traço infantil de acordo com a faixa etária, é dedicado um capítulo inteiro a toda significação e expressividade dos ícones representados nos desenhos infantis •

como se processam as imagens apresentadas a nós de acordo com a busca por padrões que o cérebro humano apresenta, conceitos espaciais e pictóricos •

o entendimento visual processado através do olhar, focando a prática artística como principal meio de desenvolvimento e fortalecimento das faculdades visuais e seu papel na relação do homem com o mundo •

a teoria da Gestalt aplicada às artes, segundo a qual o cérebro possui uma capacidade natural de organização de elementos visuais segundo conceitos de proximidade, equivalência, unidade, simplicidade e relação figura-fundo. É o que faz com que ilusões de ótica funcionem tão bem…

 

Eu sei que o post foi mais sério do que de costume, mas foi bom pra atualizar a parada bloguística aqui e colocar um pouco de informação pra vcs, seus intrusos…

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: