Gombrich não morreu.

Só foi descoisificado.

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GNM Investigativo/Expectativas Expectantes

Ó o climão de entrevista aqui. Teclando ao vivo (oi) em momento jornalista. Já que ninguém precisa de diploma pra fazer isso.

Estou escrevendo isso aqui na sala de aula de Gravura do quarto ano do curso de Educação Artística da UNESP de Bauru. O mesmo em que me formei ano passado. Tô aqui de bicão, dizendo que vim falar com uma das professoras pra poder começar a publicar e ganhar pontos mágicos acadêmicos a fim de engrossar o currículo pra um futuro mestrado.

Hoje (01/06) saiu a lista dos artistas participantes da 29ª Bienal de Arte de São Paulo. OK, eu acompanhei umas citações legais no twitter do momento da audiência e tal, quando estavam anunciando, mas acabei nem conferindo mais nada depois. Aqui, agora, acho que ninguém ainda viu, e como toda vez que tem bienal o povo da faculdade faz excursões pra ir ver as exposições, resolvi ver o que é que o povo tá esperando pra esse ano.

Ou seja, isso aqui vai ser basicamente um post de Por Quê a Bienal Passada Foi Horrível. Isso se as três pessoas desocupadas aqui à mesa pararem de falar de Gossip Girl. E as outras duas voltarem a uma temperatura saudável, dado o estado de encampotamento vestiário causado pelo frio enregelante bauruense.

Primeiro, Giovana. Fale da Bienal.

Bruno Müller. Giovana me ignorando. Fotografia, 400x300px. 2010.

Péra, ela voltou a falar daquele maldito seriado. Um momento.

Certo, gente, o experimento não tá dando certo. Não vai dar pra escrever aqui. O Templo do Saber não está funcionando como ambiente de discussão. Vou voltar a escrever quando chegar em casa, ou estiver no ônibus voltando, ao lado do Romário (aquele que até agora não escreveu nada aqui, apesar de ficar prometendo).

… Tá, última tentativa. Acho que isso eu consigo tirar deles. Ei, digam “uma frase que represente o que espera para a bienal desse ano”. Ok, Gi diz “Lady Gaga”, depois complementa com “Puta falta de sacanagem”. Romário diz “andar menos para ir até a Liberdade”. Monalisa diz que… ela não diz nada, só fala que não espera nada porque desencanou de tudo (uhul, Mona, bem vinda ao quarto ano). Marcelo: “espero que aquele tobogã esteja lá de novo”. Ju, supersincera, “uma bosta, com sempre”.

E você achou que ele tava zoando, né?

(Observação casual: Romário diz que promete um post para o fim de semana. Que fique registrado.)

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Voltando. Agora hoje, mesmo, dia 14 de junho. Deixei o blog perdido por duas semanas porque resolvi estudar pro mestrado (sim, aquela conversa com a professora lá em cima me animou). Me endividei comprando todos os livros da bibliografia básica, mas vá lá. Agora não tem volta. Droga. (brinks) Fiquei longe porque estava lendo, mas voltei.

Arrãn.

Bienal. 29ª Bienal de Arte de São Paulo. O título da exposição desse ano é “Há sempre um copo de mar para um homem navegar”; verso estripado do poeta Jorge de Lima. Tal frase “sintetiza o que se busca com a próxima edição da Bienal de São Paulo: afirmar que a dimensão utópica da arte está contida nela mesma, e não no que está fora ou além dela”. Neste ano, a equipe de curadoria tem seis membros, cada um de um canto do planeta.

A concepção da identidade visual do evento desse ano foi superbacana, e postaram dois vídeos no YouTube mostrando todo o processo. Vale a visita, no caso de ver aquelas bolas coloridas estranhas no fundo amarelo e dizer que não entendeu nada.

Essas bolas.

Em 2010, a proposta da Bienal é aproximar a arte da política. Não no sentido “olha meu quadro, vota em mim, lol”, mas no de ambas tratarem de conflitos e paradigmas sociais. O legal é que, ao contrário de outros anos, onde a escolha dos artistas partia do Brasil e dos vizinhos, a seleção agora aboliu as representações nacionais, e tem gente de origens extremamente variadas entre os 145 artistas que vão expor. Óbvio que, como eles mesmos atestam, é preciso enfatizar um lugar e um tempo e, por isso, muitas das obras são de brasileiros, mas sem terem um tratamento à parte das demais.

Aproximo-me do fim do post. Espero que a Bienal desse ano seja legal. A última não foi aquelas coisas, com o andar vazio e as obras esquisitas. (É válido ressaltar aqui que os comentários da galerë ali de cima são todos tendenciosos, já que todos eles odeiam arte contemporânea, até onde eu sei).

E assim voltamos à programação normal.