Gombrich não morreu.

Só foi descoisificado.

Arquivos de tags: por que sim

O Evangelho de Lindisfarne e o Estado das Coisas

vamo combinah assim ó:

– é muito legal se pintar de azul
– é muito legal cortar cabeças
– é muito legal ser “druida”
– é muito legal falar dos celtas

Mas eles eram pessoas como eu e você e tem muita gente escrevendo e pesquisando isso a sério, pesquisadores que existem desde quando seu pai era “apenas um brilho nos olhos do seu vô” (parafraseando o Prof. Goya HUAHUAHUA).

O celtismo NÃO VAI MORRER se essas pessoas sumirem, primeiro por que elas não vão sumir e graças a Lugh algumas delas por aí devem ter bom senso e saber misturar doses razoáveis de entusiasmo e procedência de fontes e informações históricas.

vamo dá uma segurada?

vamo dá uma segurada nas wicca tudo? vamo né…

Então quando alguém disser que a mitologia celta era uma zona da qual você não consegue organizar e separar as histórias de modo hermético ou que a organização errática das galere de cara azul tudo pelo continente foi o que dificultou que os romanos os derrotassem mas também era o que impedia que eles tivessem mais força, ou quando essa pessoa disser que houve um sincretismo do caralho entre as crenças pagãs e cristãs na idade média e que os irlandeses passaram a aceitar SIM o cristianismo romano mas modificando-o, e que houve SIM perseguição de tudo quanto é lado por que é tudo ser humano, não trate essa pessoa como se ela fosse pedante ou estraga-prazeres por que ela pode ter feito muito mais do que entrar num site de conspiração new age ou um tumblr entusiasta com um trevo de 4 folhas no fundo tocando Dropkick Murphys quando vc abre ou na wikipedia e suas citações interessante mas muitas MUITAS vezes duvidosas.

E tenha em mente que mesmo essas informações são passíveis de mudança, assim como quão benéfico o café é pras suas sinapses ou se o ovo é realmente o vilão da vez na cozinha.

Mas eu tinha as resposta certinha tudo na minha cabeça... :,(

Mas eu tinha as resposta certinha tudo na minha cabeça… :,(

Estudar o que a gente gosta de verdade é muito legal, e tem gente por aí dedicando tempo e esforço pra fazer ciência ética com o que ama, respeite-os para que seu entusiasmo seja respeitado, otherwise você vai só fazer parte dos celtistas ultrarromanticos bobinhos que tem chiliques cada vez que ouve a palavra triquetra ou triskele, ou triskelion e acham que estão sempre certos e seguros nos seus Stonehenges.

..e estão sempre certos...

..e estão sempre certos…

Ah mas você acha que eles são tudo uns babaca por que perde tempo e dinheiro comprando esses livro tudo de gente das universidade ou você tem inveja por que nunca vai ter tempo de ter essas informações e os celtas são só um hobby pra você? E você quer continuar a ouvir Enya enquanto sonha com os elfo tudo voando pela sua casa? (o que vocês usam? eu quero isso também, sério…)

Eu tenho notícias horríveis pra você, raio de sol, costurar é o meu hobby e você não me vê botando banca pra cima da dona Mirtes quando ela aparece na praça com suas agulhas de tricô e seu caminho de mesa de 8 metros de comprimento. Senta e aprende, que melhor que estar sempre certo é ter os bagos de assumir que estava errado :)

'cê acha que manja disso mais que ela.. ok, vai lá...

‘cê acha que manja disso mais que ela.. ok, vai lá…

 

Mas Leila Dropkick Murphys é legal! Eu adoro, mesmo, mas volta pra primeira imagem. Vamo com calma.

Mas Leila que que tem a ver o Evangelho de Lindisfarne? Nada eu só gosto da palavra “Lindisfarne” e sou péssima pra pensar em títulos…

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Os colhões de Fayga Ostrower

Estava pensando em postar só essa citação linda da mais linda ainda Fayga, mas convenhamos que eu tenho estudado bastante (ahem) e tenho cojones pra dar meus dois centavos~

Então vem com a tia…

“O vício de considerar que a criatividade só existe nas artes, deforma toda a realidade humana. Constitui uma maneira de encobrir a precariedade de condições criativas em outras áreas da atuação humana, por exemplo, na da comunicação (…). Constitui, certamente, uma maneira de desumanizar o trabalho.”

TODA A REALIDADE HUMANA!

Fayga começa esse livro – Criatividade e Processos de Criação – pontuando elementos biológicos, psicológicos e culturais do processo criativo, colocando-o como um ato inerente do ser humano e de toda sua história, somos seres que criam, em TODAS as nossas atividades diárias estamos criando, então pare de ficar bitching about seu colega desenhista achando que você é um pobre infeliz que não serve pra nada. Dito isso:

“(este vício) reduz o fazer a uma rotina mecânica, sem convicção ou visão ulterior de humanidade. Reduz a própria inteligência a um vasto arsenal de informações “pertinentes”, não relacionáveis entre si e desvinculadas dos problemas prementes da humanidade. Nessas circunstâncias, como poderia o trabalho ser criativo?”

Ela relaciona o criar com o fazer, pois sem o fazer, o criar permaneceria restrito ao repertório do pensamento individual, mesmo que você coloque em palavras o que pensa, o que você pensa não são palavras apenas. A expressão do pensamento concretizada em imagens, objetos e textos está ligada diretamente com o ato criativo. Todos cria <3

Para o bem ou para o mal. TODOS CRIA.

Para o bem ou para o mal. TODOS CRIA.

“ (…) não só se exclui do fazer o sensível, a participação interior, a possibilidade de escolha, de crescimento e de transformação, como também se exclui a conscientização espiritual que se dá no trabalho através da atuação significativa, e sobretudo significativa para si em termos humanos.”

Ela fala do sensível não em termos melodramáticos e açucarados ou piegas, isto igualmente explicado no início do livro. É sensibilidade ligada ao sensório, aos sentidos e como processamos e interpretamos as informações ao nosso redor, e como isto faz parte direta com a criação. Percebe que cada vez mais podemos ligar nosso dia inteiro a atos de criação e realização?

(Ah, ela fala de virtual e real, é fantabuloso, mais ainda se vc conhece o delícia do Pierre Lévy e seu “O que é Virtual?”)

Gatcheenhovirtual007 está online~

Daí como se não fosse o suficiente ela ter chutado a boca de quem diz que ser um padeiro não envolve processo de criação AND criatividade, ela termina com um Gyro Drive Smasher e te deixa sem saber de onde veio a porrada.

Fayga VS. Gombrich (não pode ser desvisto~)

 

“Enquanto o fazer humano é reduzido no nível de atividades não criativas, joga-se para as artes uma imaginária supercriatividade, (SUPERCRIATIVIDADE, LOL!) deformante também, em que já não existem delimitações, confins de materialidade. Há um não comprometimento até com as matérias a serem transformadas pelo artista. Por isso mesmo, a arte permanece submersa num mar de subjetivismos.” (OSTROWER, F. 1976 p. 39)

 

Sabe quando o shoryuken pega do dedão até a nuca?

K.O.!~

ps: Todos grifo do GNM~

Obras fundamentais

O diretor da escola em que trabalho pediu ano passado que fizessemos uma espécie de trabalho de formação descrevendo e relembrando os conteúdos vistos durante nossa formação acadêmica como professores, cada um de acordo com sua área, o que segue é um trecho do meu trabalho onde ele pediu que escrevêssemos alguns livros e obras fundamentais para se entender princípios básicos da disciplina. Estes foram os que eu escolhi =P

O primeiro é tão óbvio que até dói meu rim. O esquerdo.

  • O livro “História da Arte”, do Gombrich, é grande e caro pra quem quer só começar, sugiro uma consulta em bibliotecas. Ricamente ilustrados com obras referenciais de cada período, os capítulos cobrem a produção de pintura, arquitetura e escultura das épocas e diferentes sociedades, com atenção especial para os seguintes pontos:

Como a estrutura social, cultural e religiosa influencia na produção artística; •

Como a produção artística se torna reflexo e retrato das diferentes sociedades e civilizações ao longo da história da humanidade; •

As liberdades e restrições colocadas ao artista de acordo com a intenção de seu trabalho em relação ao seu próprio contexto histórico e social; •

A história da humanidade, desde a pré-história até os tempos modernos, é colocada de maneira indissociável à própria evolução da produção artística, criando uma boa noção de que a arte é um produto natural e presente no cotidiano do homem;

  • Já o de Jorge Coli faz parte da coleção “Primeiros Passos”, não muito extenso e relativamente barato, é interessante ter para consulta e eventual aprofundamento em algumas questões mais gerais da área como:

A interferência do processo e do produtor no conceito de objeto como obra de arte •

Conceitos do termo “objeto artístico”, o processo de criação, o produto final e a interferência de quem aprecia •

O que pode ou não significar a palavra “Estilo”, como é aplicado às artes por críticos e pelo público em geral, relacionado às maneiras pessoais de criar (a poética) •

Como se processam as marcas deixadas pelos “objetos artísticos” no decorrer da história, obras e artistas marcantes e porque se configuram como tal

  • As publicações de Ana Mae Barbosa são imprescindíveis para entendimento da evolução da arte-educação no Brasil, políticas educacionais e culturais do país e questões referentes ao processo de formação do arte-educador e como estes influenciam na prática do mesmo em sala de aula. O livro A imagem do ensino da arte faz-se importante por: •

Ser uma retrospectiva sobre as propostas de arte-educação surgidas na Europa e Estados Unidos a partir da década de sessenta e consequentemente, •

a influência de tais teorias na composição de diretrizes para o ensino de arte no Brasil •

críticas a concepções superficiais da área de arte como mera recreação e deixar fazer, bem como reforço da noção de arte como área de conhecimento e estudo da própria humanidade •

conceituações básicas da Metodologia Triangular de ensino em arte, o Fazer, o Contextualizar e o Apreciar •

o papel da imagem e a relevância da mesma em sala de aula, seu papel na Metodologia Triangular e no contato do aluno com as diferentes vertentes da criação artística

  • O texto de Arnheim é indicado logo no início do curso e contém idéias fundamentais a respeito da formação e interpretação de imagens pelo cérebro humano. Apesar do aprofundamento o tema se apresenta de maneira clara e de assimilação rápida em Arte e Percepção Visual, lidando, entre outros temas: •

a evolução do traço infantil de acordo com a faixa etária, é dedicado um capítulo inteiro a toda significação e expressividade dos ícones representados nos desenhos infantis •

como se processam as imagens apresentadas a nós de acordo com a busca por padrões que o cérebro humano apresenta, conceitos espaciais e pictóricos •

o entendimento visual processado através do olhar, focando a prática artística como principal meio de desenvolvimento e fortalecimento das faculdades visuais e seu papel na relação do homem com o mundo •

a teoria da Gestalt aplicada às artes, segundo a qual o cérebro possui uma capacidade natural de organização de elementos visuais segundo conceitos de proximidade, equivalência, unidade, simplicidade e relação figura-fundo. É o que faz com que ilusões de ótica funcionem tão bem…

 

Eu sei que o post foi mais sério do que de costume, mas foi bom pra atualizar a parada bloguística aqui e colocar um pouco de informação pra vcs, seus intrusos…